CHAMADA DE ARTIGOS DE FLUXO CONTÍNUO Nº 01/2018 - ABEH

Editada pela Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), a REBEH - Revista Brasileira de Estudos da Homocultura tem por objetivo a publicação de artigos, entrevistas, documentos, resenhas, trabalhos artísticos, ensaios, relatos de experiência e dossiês temáticos, que contemplem os estudos sobre gênero, sexualidade, raça, etnia e diversidades que interseccionem os marcadores sociais da diferença e posições ao avesso da norma. 
 
É uma Revista científica Interdisciplinar, com ISSN 2595 3206, que publica contribuições originais dos diversos campos do conhecimento e em todos os níveis de formação, e também produções do ativismo social, segundo a política de cada sessão. Seus números acolhem as reflexões autorais em fluxo contínuo. São aceitos manuscritos em português, inglês, espanhol e francês.  

O endereço eletrônico para submissão online é:
http://www.revistas.unilab.edu.br/index.php/rebeh/ 


Nota de Lançamento

A 3ª ReBEH, está sendo lançada no dia 22 de outubro de 2018, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, que ocorre entre o candidato Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores) e Jair Bolsonaro (Partido Social Liberal). Sendo este último, um deputado com mandato envolvendo diversas posturas violentas e incitadoras de ódio as mulheres, LGBT e negros. A atual eleição está imbuída em um campo de pós-verdades disseminadas através de “fakenews” pelo whats app, especialmente por parte do eleitorado de Bolsonaro, que tem reunido setores ruralistas, teocráticos e militares. Uma das principais notícias falsas, que a campanha de Bolsonaro publicizou, se trata de um livro sobre sexualidade que o mesmo levou em rede nacional exibindo-o como um material que afirma ter sido distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) na gestão de Haddad, seu oponente eleitoral. Uma inverdade que as ciências sociais e humanas podem atestar, com os inúmeros artigos, dissertações e teses que contam o processo que envolveu o Kit Escola sem Homofobia, nomeada pelos fundamentalistas de “Kit Gay”. Esse material, que não é o mesmo levado por Bolsonaro ao Jornal Nacional, foi vetado ainda no governo Dilma. O livro levado pelo presidenciável, seria então um livro de uma escritora estrangeira recém traduzido no Brasil e disponibilizado em uma biblioteca pública pela própria editora. Este cenário demonstra riscos as conquistas de direitos humanos advindos de pressão dos movimentos feministas, LGBT e Negro. Mas também, uma ameaça à democracia levando as ruas, ainda no primeiro turno, milhares de pessoas que levantaram a hastag #EleNão, para denunciar este contexto mundialmente frente ao fato de o mesmo candidato possuir o maior percentual de votos naquele momento. Sabe-se que o cenário de violência contra pessoas LGBT aumentou consideravelmente neste período eleitoral, sendo que em algumas destas situações de violência o nome do candidato era gritado ao mesmo tempo em que se golpeava os corpos das vítimas esfaqueadas. Moa do Catendê, mestre de capoeira na Bahia, assassinado por assumir ter votado no PT no primeiro turno das eleições; a transexual Laysa Fortuna, no Sergipe, e a travesti Priscilla, assassinadas aos gritos de “Bolsonaro, presidente!”. O fascismo e a iminência de um governo autoritário, no Brasil, é visível e mesmo com uma derrota de Bolsonaro nas urnas, os discursos de ódio e o percentual expressivo de votantes nele são sem dúvida uma derrota para os direitos humanos e para o sentido democrático nacional. Não mediremos esforços para resistir e reexistir, nosso luto sempre foi luta!

Editoral Chefe
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IX Congresso Internacional da ABEH

Diversidade sexual, gênero e raça: diálogos Brasil-África